sexta-feira, 16 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Desejo do dia...



Ser linda assim, magra assim, jovem assim, chic assim, simples assim, fresca assim, livre assim... e que o tempo páre...




sexta-feira, 9 de março de 2012

Cabeça de gato...





Um lindo fim de semana à todos...




segunda-feira, 5 de março de 2012

Valores para a semana...



Leve em conta esses pequenos detalhes que fazem toda a diferença... Uma linda semana aos elegantes de sempre...


domingo, 4 de março de 2012

O que há de racista no Fashion Mall?


Transcrevo hoje aqui a crônica de Arnaldo Bloch publicada no Jornal O Globo em 03/03/2012 para sua coluna no Segundo Caderno e deixo a pergunta: O que há de racista no Fashion Mall? Acho muito estranho que eventos como esse aconteçam num shopping situado a menos de 200 metros da maior favela da América Latina - a Rocinha! Estou enojada!!!







Conversava com o roteirista e diretor 
Rafael Dragaud, de “Conexões urbanas”, 
sobre sua mudança de residência, 
de um pequeno apartamento no 
Leblon, entre a Cruzada São Sebastião e o Jardim 
de Alah, para uma casa em São Conrado, 
nos altos das Canoas, na fronteira também 
com uma pequena comunidade. Rafael me 
contava, horrorizado, as cenas que tem presenciado 
no Fashion Mall — shopping que 
passou a frequentar mais desde que se mudou 
— e que o fazem refletir sobre o quanto 
somos, ainda, escravocratas. 
A primeira cena foi de uma moça com biótipo 
nordestino que passeava com três crianças 
de pele bem clara, como seus cabelos e 
seus olhos. Um segurança negro e alto a abordou, 
com educação. Numa localização estratégica, 
Rafael, que tem o hábito de observar, 
na moita, esses enclaves comportamentais, 
viu tudo, como um antropólogo. 
Percebeu, inclusive, o constrangimento do 
segurança, de origem humilde, e seu esforço 
para encontrar um modo de falar que não ofendesse 
a moça, ao lhe perguntar qual o grau de 
relação que tinha com aquelas crianças. 
Ao confirmar suas suspeitas – a mulher era 
babá da prole de algum casal que, naquele 
momento, fazia compras ou trabalhava – o segurança 
pediu que se encaminhasse para algum 
misterioso destino, esperou que ela desaparecesse 
e passou um rádio para assegurar 
o procedimento. O fato: ela não podia ficar 
ali sem o uniforme de serviçal. 
O Fashion Mall, não é novidade, tornou-se, 
em certos dias e horários, o shopping das babás 
uniformizadas conduzindo crianças de 
classe AAA, acompanhadas ou não dos pais, e 
carregando também as compras. Há momentos 
em que poderíamos jurar que estamos no 
set de “Histórias cruzadas”, o filme da Disney 
que mostra como eram tratadas as domésticas 
e babás (normalmente, elas faziam todas 
as funções) no Sul racista, na transição para a 
conquista dos direitos civis dos negros. 
A diferença é que aqui, como nos ensinara 
Caetano em “Haiti”, o preto é sinônimo de pobre: 
pode ser branco, nordestino, caboclo, índio, 
é tudo preto, tudo preso, e o nosso apartheid 
hoje é mais social do que racial, embora 
sua herança seja escravocrata. O Rio de Janeiro, 
que na Abolição votou 100% contra, é até hoje 
craque em preconceito social e segregação, 
como se pode exemplificar na outra cena que 
Rafael presenciou, ao entrar, com sua mulher, 
numa sessão de “O espião que sabia demais”. 
Numa das fileiras de trás, estava um desses 
yuppies de cabelinho penteado pro lado, que Rafael 
reconhecera, na entrada, de uma outra ocasião, 
quando o mesmo mandara demitir alguém 
pelo celular, aos gritos, enquanto comprava vinhos 
numa dessas adegas, e depois pegara a 
chave com o guardador sem olhá-lo na face. 
Pois, o yuppie, com sua turma, tacava a maior 
zona, falando alto, consultando celular, aquela 
falta de educação característica de quem tem 
berço mas não tem caráter. Uma mulher, próxima 
a eles, em companhia do marido, reclamou. 
— Por favor, silêncio! A gente pagou pra assistir 
ao filme! 
O Sr. Riquinho soltou um ganido de gazela: 
— Ihhhhh... olha só.... olha a audácia... Pelo 
jeito, não tem dinheiro pra vir ao cinema, não 
vem nunca, daí dar tanta importância pra essa 
merda. 
— Que absurdo! Eu ralo o mês inteiro pra 
ganhar meu dinheiro honesto e ainda tenho 
que ouvir isso! 
O yuppie se dirigiu à mulher como a um 
cão. 
— Psssssst.... ca-la-da! Ca-la-da! 
Foi quando o marido da cidadã resolveu se 
pronunciar. Levantou-se e se posicionou na 
direção do ofensor. 
— Escuta, você está mesmo mandando a 
minha mulher calar a boca? Você está mesmo 
com disposição de resolver isso comigo fora 
da sala? 
Como qualquer covarde pusilânime, o rico 
mimado sem classe pôs o rabo entre as pernas 
e desistiu de confrontar o casal trabalhador 
(o clichê é consciente e proposital). 
O que está por trás da orientação, decerto 
ilegal, que proíbe babás não uniformizadas de 
caminhar por um shopping com os filhos de 
seus patrões? 
O que está na cabeça de quem administra o 
Fashion Mall, que andou perseguindo o filho de 
criação de Caetano, expulso do local por seguranças, 
acusado de “atitude suspeita”, talvez 
pela cor da pele e o trato rasta do cabelo? 
Não estaria na hora de se cobrar, na Justiça, 
de acordo com o código penal, a impropriedade 
desses procedimentos? Ou seriam apenas 
“atitudes isoladas”? 
Os shoppings, para muitos, se tornaram 
bairros, cidadelas, “comunidades”, e já há 
grandes estabelecimentos do gênero em todas 
as regiões da cidade e do estado. 
Há, inclusive, shoppings na Zona Sul onde se 
nota que a pluralidade é não apenas tolerada, 
mas desejada, como o Shopping Leblon, que, 
mesmo tirando onda de chique, tem suas galerias 
e lojas percorridas por madames e moradores 
da Cruzada, babás de jeans e empresários, 
Hells Angels e motoboys, sem que pareçam, 
uns, se incomodarem com os outros. 
Ao contrário, a impressão que se tem é de se 
estar, do ponto de vista do cosmopolitismo, numa 
Avenida Copacabana, com todo o respeito e 
no melhor sentido do endereço. No Rio Sul e no 
Botafogo Praia Shopping também se respiram 
esses ares de boa mistura igualitária, mesmo 
que as carteiras, as contas bancárias e o poder 
de compra tenham diferenças consideráveis. 
Vitrines são para todos e, para os menos abastados, 
sempre sobra algum fruto do suor para 
se fazer um agrado, a si ou ao próximo. 
O que há com o Fashion Mall para investir nessa 
abominável vertente de clube segregacionista? 
Um bom tema para reflexão (e para providências) 
na semana em que a cidade faz aniversário.


Arnaldo Bloch


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Em linha reta...



Uma vez ouvi o seguinte raciocínio: 

Quando algo estiver te incomodando muito, você sentir que é injustiçado, que sua voz não é considerada como você pensa que deveria, quando a tirania parece imperar e os valores descem o morro em velocidade inimaginável, quando parece que tudo dá certo para pessoas muito menos merecedoras enquanto as de carater probo parecem penar, quando tudo parece estar fora do lugar e aquele gosto ruim toma conta da sua boca e do seu espírito, pare por alguns instantes, respire e pergunte para si mesmo:

- Daqui a um ano isso terá a mesma importância?

Se a resposta for negativa, arranque de si, de algum jeito, esses sentimentos que te jogam para baixo. O tempo é mais sábio e vê mais longe do que nós. Essa pergunta é a forma mais rápida de nos aproximarmos da sabedoria dele e aproveitá-la...

Passemos pelo que tiver de ser, mas não sejamos tolos a ponto de nos deixarmos pelo caminho perdidos em energia dissipada naquilo que não merece sequer o nosso olhar...

Bom resto de semana à todos os que têm foco...






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pro dia nascer feliz...


" Que as dificuldades que eu enfrentar 


ao longo do caminho não me roubem a


 capacidade de encanto..."




E que cada dia seja mais uma página em branco na qual eu somente escreva palavras edificantes... Com a boca, com os braços e com o coração...


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os movimentos do desejo...



Algum tempo atrás – não muito – o que separava as meninas mortais das “it girls” era basicamente a Louis Vuitton que a segunda carregava para cima e para baixo, fazendo sol ou chovendo, não importando o lugar, o compromisso, o horário ou qualquer outra variável. Quem tinha uma era a tal. Quem não tinha era pobre ou fracassada.

Havia ainda aquela sub categoria de “it girl” que – para não correr o risco de ser confundida com uma “noveau riche” qualquer e certificar-se que o mundo inteiro soubesse o quão bem nascida era ela – garantia que as suas bolsas foram herdadas da vovó e não simplesmente compradas no ano passado. 

Ao menos não as de modelos atemporais. Esses tinham que ser de família para garantir a estirpe, enquanto os lançamentos eram rapidamente adquiridos para demonstrar o poder de compra e o quão "antenadas" eram.

Na realidade acho que essas moças não estão mortas. Aliás, tenho certeza disso. Basta dar uma voltinha pelos it blogs de moda para ver o quão vivas e atuantes estão as tais meninas bem nascidas. Mas o foco mudou um pouco.

Nenhuma delas mais é fotografada com sua boa e velha LV Speedy e ser vista com uma LV Neverfull então – deus as livre!!! – seria uma queimação de filme sem fim! Nem falam mais nessas bolsas como se jamais as tivesse adorado.

Agora o que demonstra o quanto antenada se é na moda e nas tendências (odeio esse termo) é usar uma Celine ou uma Hermes. 

Outras grifes também têm sido muito festejadas mas entre todas elas, um ponto em comum: os nomes das grifes já não são mais tão evidentes.

Reconhece-se a bolsa pelo modelo, pelo número de horas que se passa navegando por sites de moda, lendo a Vogue (claro que não a nacional), e assistindo os programas que cobrem as semanas de moda mundo a fora.

Não é mais "it" usar aquela bolsa cheia de monogramas identificadores de seu fabricante ou com os símbolos evidentes da marca. Chic é que o nome esteja quase imperceptível na peça.

Assim, os mortais não percebem mas a assídua consumidora de informações de moda ao bater o olho naquela foto da blogueira, logo reconhece que ela sustenta um nome de família tradicional. 

Do contrario, não passa de uma pobretona que trabalha para viver e juntou uns trocados que lhe permitiram entrar um dia numa loja Louis Vuitton e comprar uma Speedy em 6 parcelas no cartão (claro que não sem sacrificar parte considerável do orçamento mensal). E quem quer ser igual a essa "pé rapado"?

E essa moça ninguém quer imitar. Ninguém quer ser igual. Todas querem ser a outra. A bem nascida. A que ostenta a profissão de blogueira. Que vai à todas as fashion weeks, que conta no seu blog sobre a revisão de seu Audi, que fotografa o look do dia que, somando, chegamos fácil fácil a R$10.000,00.

Sempre tive curiosidade de saber como elas conseguem fotografar todos os dias! Que coisa mais chata isso! Eu morreria de tédio se tivesse essa obrigação! 

E para onde estão indo? Essa é outra curiosidade minha. Sempre são fotografadas num campo, num parque, numa estrada com aparência de local deserto... Essa gente não trabalha não? Não têm horário a cumprir? Não tem chefe? Não tem louça para lavar quando chega do trabalho? Não troca fraudas? Enfim... tudo muito estranho para mim. 

Tenho várias bolsas grifadas. Todas elas compradas com o resultado do meu trabalho. Não ganhei nada de ninguém que não seja da minha família. Não participei de encontrinho nenhum financiado por empresa nenhuma. Não tenho anúncio nenhum no meu blog. Trabalhei. Só isso. E gastei meu dinheiro da forma que mais me agradou. E assim ainda faço.

Confesso que também aposentei um pouco as minhas LV’s por uma razão um pouco diferente. Detesto desde sempre usar o que todo mundo usa.  Costumo ser do contra. 

Se todo mundo usa óculos de acetato gigantes, uso o meu aviador. Quando todos só querem saber de skinny jeans, uso saruel de linho. Se o povo só quer saber de color blocking, saio de preto dos pés a cabeça. 

Prefiro preservar minha individualidade a andar uniformizada por aí.

Assim, há algum tempo já não faz mais sentido usar as minhas queridas e extremamente resistentes LV’s. As tenho deixado mais vezes em casa descansando até que a febre passe e todas as meninas comuns migrem para a Celine, para a Hermes, para outra qualquer que esteja no último grito da moda e todas as "it girls" apontem para alguma outra grife que ninguém ainda tenha se dado conta ou seja absolutamente inacessível à quem simplesmente trabalha para ter as coisas.

Essa será a hora de desenterrar as minhas Neverfull em que cabe a vida dentro e que – para quem costuma trabalhar, entenda-se, 10 horas por dia fora de casa – não há bolsa melhor!

Mas não posso me furtar a lançar um comentário meu ao Horizonte. Sem me preocupar em apontar os certos e os errados da questão, tenho que pensar sobre porque não queremos nos espelhar em advogadas, médicas, engenheiras, enfim... mulheres que saem de casa de manhã e voltam a noite depois de um dia inteiro de trabalho. 

Que passaram anos de suas vidas trabalhando como auxiliares, balconistas, assistentes durante a mesma exaustiva jornada diária para poder pagar a faculdade a noite, onde já se chegava esgotada enquanto as bem nascidas estudavam na PUC de manhã e a tarde passeavam no shopping e nas férias iam para Nova York. 

Por que não queremos ser iguais às que chegam em casa depois do dia de trabalho e não encontram a mesa posta pela empregada e nem o filho dormindo ao lado da babá. De banho tomado. Alimentado com o leite de R$45,00 a lata.

Por qual razão desejamos tanto a vida da blogueira que tem um milhão de acessos, que é fotografada com a Constanza Pascolato, que vai – como num passe de mágica – à todas as semanas de moda financiadas por sabe deus quem? 

Qual a razão desse nosso desejo? E da repulsa pela vida comum? Pelo escritório? Pela casa que só tem faxineira uma vez por semana? Pela escolinha que deixamos os filhos para cumprir nosso horário de trabalho? Pelo nosso carro Peugeot, GM, VW?

Se esse desejo nos acomete de vez em quando, pode ser apenas uma compreensível e merecida fuga da realidade menos glamourosa que temos. 

Mas se isso nos atormenta, arranca nosso dinheiro do banco – ou pior – do orçamento, nos faz sentirmo-nos inferiores à moça que tem 8 sobrenomes, que saiu da casa dos pais para se casar e apesar de não ter trabalho fixo, tem babá, empregada, camareira, faxineira, copeira, tudo para ajudá-la no seu corrido dia de blogueira, chegou a hora de procurarmos ajuda profissional!

Nada há de errado em gostar e usar determinadas grifes. Se o seu orçamento permite, compre, use, aprecie, um dia será o nosso último dia sobre a terra e dela levaremos apenas as lembranças dos bons momentos que passamos e os recalques das oportunidades que perdemos. Cuidemos para que o primeiro grupo de sentimentos seja maior.


Mas apesar disso, atentemos também ao fato que onde quer que estejamos, não só nossas lembranças mas também nossos valores estarão sempre conosco. E se eles não forem valores admiráveis, não estaremos satisfeitas com bolsa nenhuma, com roupa nenhuma, com grife nenhuma, porque o conteúdo estará podre e tudo o que é podre fede! Pensemos nisso...  Eduquemos nossos desejos...




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Some beautiful moments...




Porque a beleza deve sempre ser festejada...






































E porque a vida é feita de belos momentos que falam por si só...



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Meus novos amores...


Não é segredo para ninguém que costuma olhar de vez em quando para o horizonte que eu amo Melissas. Tenho várias, as vezes dá certo, as vezes não, mas ainda assim, o fetiche continua.

Somando-se a esse amor nato, vem o fato de ser ela feita de plástico, ou seja, sem sofrimento animal. Pronto. O amor se perfaz!

Ultimamente se tem falado muito sobre um modelo de sapato que se tornou o queridinho das fashionistas. O Loafer, chamado por alguns de Slipper ou Sleepper. Esse calçado saído do guarda roupas masculino e que - na realidade - me lembra muito os usados pelo Rei Luis XV e sua côrte (França 1638 - 1715), tem sido apontado como tendência já em seu ápice.

Fato é que a Melissa finalmente lançou o seu Loafer que - como já era de se esperar - nada perde em conforto para os modelos confeccionados em couro. O sapato é uma delícia. Eu não resisti e já garimpei dois deles pra mim. São estes os meus mais recentes amores. Serão eles os meus sapatos definitivos que busco há anos? Quem sabe! O modelo já me conquistou e pelo menos empatado com os meus amados oxfords e mocassins já está. Aguardemos pois o decurso do tempo...



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Happy Valentine's Day...



À quem não me permitiu seguir sozinha por caminhos escuros; esteve comigo nos momentos mais difíceis - em corpo e alma ou apenas me fazendo ouvir sua voz; que foi homem quando todos os outros eram ratos; que agiu com valor quando todos falavam, falavam e falavam em valores que só conheciam em palavras ou pensavam que conheciam; que aparece do nada sempre que o tempo fecha; que me provê sempre que meus recursos parecem não ser suficientes ao mundo; que está comigo quando todos se afastam e que me leva para longe de todos os que não me merecem; que tem a palavra certa na hora exata; que tem atitudes que gritam mais que um milhão de palavras em meio ao longínquo eco das vozes alheias... Just for you honey... Happy Valentine's Day!!!




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A inocência ilustrada...


Tive o prazer de conhecer recentemente o trabalho de Mandy Sutcliffe, ilustradora talentosíssima e de sensibilidade inigualável, proprietária da fábrica de sonhos inglesa Balle & Boo.

Mandy estudou alrtes na Leeds Metropolitan University e de seu intercâmbio com a França - horas e horas sentada no Parisian parks desenhando as lindas crianças francesas - nasceu o tema para suas ilustrações de delicadeza incomparável. 

Autora de diversos livros infantis, dos quais se pode destacar Goodnight Me, Goodnight You andEvie’s Seaside Lullaby, Mandy fundou, alguns anos atrás a Balle & Boo, um conceito de estilo infantil que abrange o seu enxoval completo. 

Vale muito a pena conhecer o trabalho dessa artista e fugir um pouco da mesmice de todos os quartos infantis... Recomendo...











quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

"Você é luz... é raio, estrela e luar... Manhã de sol..."




Num país em que eu vi, no decorrer da minha vida, a música brega passar de declarações de amor ao lixo de axés e pagodes e outras porcarias que vejo hoje, tenho que sentir - e muito - a falta que ele fará... Descanse em paz, querido...

Ainda que triste... ***BOM DIA!!!***



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O compromisso, as falhas, o reconhecimento, a sensação...


Muito bem... Quem, de alguma forma, costuma olhar para o horizonte já reparou que há meses tenho - eu mesma - olhado pouco pra ele.

Nada de especial, tampouco desamor. Gosto imensamente desse cantinho que tem os meus traços, os meus valores, o meu jeito, as minhas palavras, as minhas referências e até o meu silêncio.

Entretanto, mais ou menos do meio do ano passado para cá fui atropelada por uma enxurrada de questionamentos próprios que, de certa forma, minaram um pouco a minha vontade de escrever baseado no "falar o que, para quem e por que?"

Por uma questão de seriedade tenho escrito pouco, pois se não tiver coisas interessantes para jogar no papel (ainda que eletrônico), tendo a preferir a companhia do silêncio pois ele costuma aquietar meu espírito.

Além disso, na maioria das vezes que parecia que fluiria um bom texto, sempre era interrompida por alguém com um assunto imbecil que poderia perfeitamente passar sem se chegar a mim. Resultado? Lá se ia com ele (que nada me acrescentou) também as palavras que pairavam confusas na minha cabeça querendo assentar. Coisas da vida! Volta-se à estaca zero... por meses...

 Ainda estou em meio a esse processo mas agora um pouco mais atenta para não sucumbir a ele e me tornar alguém que não quero ser: alguém de pouco falar não por atenção, mas por vazio!

Dados tais esclarecimentos, e comprometendo-me comigo mesma em retornar à rotina de escrever e publicar, retomo o projeto que assumi no ano passado de passar 6 meses sem compras. O diário do meu projeto pôde ser acompanhado aqui pela barra lateral.

Claro que tive falhas nele. Foram ao todo 38 deslizes que cometi em 6 meses. Pareceu-me pouco para uma compulsiva como eu, mas de qualquer forma, muito para tão curto período.

O resultado do projeto para mim é claro e simples e pode ser elencado:

  • Meus cartões de crédito não ficaram nenhum centavo mais baratos.
  • Produzi menos lixo com embalagens de compras que realmente foram em menor número.
  • Pensei muito mais antes de comprar alguma coisa.
  • Aprendi que passar vontade passa, e depois de algumas horas, deixa de ser vontade, ou seja, sempre foi apenas impulso!
  • Não é impossível ter menos de 100 pares de sapato. Ao contrário, é necessário.
  • Não preciso comprar uma bolsa por mês se uso sempre as mesmas 5.
  • Não adianta comprar roupas se o corpo não está como se quer. Ou não as usarei (e assim joguei dinheiro fora), ou elas se tornarão, de alguma forma, um martírio (e assim joguei dinheiro fora).

Propus inicialmente a mim mesma que cada deslize que eu tivesse eu acrescentaria um dia ao final do projeto como uma espécie de pena a ser cumprida, mas desisti. Não adianta. Não aprendemos por sanções mas por consciência.

Termino meu projeto com esse saldo. Para mim, mais positivo do que negativo. Para outros, nem tanto. Mas já penso mais antes de comprar alguma coisa e sigo no meu compromisso de renovação.

Recentemente comprei um livro (um de meus deslizes do projeto) de Inés de la Fressange entitulado La Parisienne.

Recomendo, recomendo e recomendo!!!

O livro é incrível! Delicioso de ler e consultar, pois mais do que um livro ele é - sem dúvida - um guia de estilo que deve ser tomado como referência para consulta diária.

Nele, a autora, dona de uma beleza que parece transcender o passar dos anos, ex-modelo e embaixadora da Chanel na década de 1980, que continua no auge de sua performance aos seus 54 anos de idade no comando da magnífica Maison Roger Vivier, fala textualmente que a mulher chic deve ter 8 peças em seu armário.

OITO PEÇAS??? Sim. apenas oito peças!!!

Claro que não vou falar aqui quais são elas, pois a leitura do livro é primordial para quem aprecia a beleza, a simplicidade e a sofisticação da mulher parisiense. Portanto, não se trata de comprar um simples livro, mas uma bíblia de como ser elegante o ano inteiro sem torrar todo o dinheiro com auto-enganos.

Li o livro em duas horas e corri pro meu armário. Como esse é um trabalho gradual para pessoas que não são chics por natureza como eu, não me sinto ainda pronta para simplesmente me desfazer de todas as peças excedentes, mas separei, num armário menor, somente o que ela recomenda.

Para que fique claro como isso realmente funciona, desde que retirei de meu quarto de vestir, com suas 12 portas de armário abarrotadas, as peças que a autora indica e as coloquei num pequeno nicho de uma única porta que tenho dentro do meu quarto, raras foram as vezes que retornei ao closet!

Há mais ou menos dois meses me visto somente com o que está nesse nicho e querem um parecer? Estou adorando! 


Não há um único dia nesse período que eu tenha tido dúvida se estava com a roupa certa. Não há uma única vez que eu tenha me sentido insegura já na rua e com vontade de ir pra casa me trocar. Não houve nenhuma única oportunidade em que eu não estivesse absolutamente a vontade com o look escolhido! 


É a benção na terra!!!

 Inés me libertou de dogmas,  de grifes, de tendências (essas que eu já não seguia muito), e o mais importante... ela me libertou dos outros! 


Pouco me importa como, por que e quem me olha! Eu estou sempre bem... sempre elegante... Como poderei agradecer a essa mulher? 

Assim, fica a minha dica de leitura leve e fluida para quem gosta de moda e estilo. E o meu comprometimento daqui por diante não é mais com o projeto 6 meses sem compras, não obstante eu possa voltar a fazê-lo, pois foi muito positivo. Meu compromisso passa a ser com a simplicidade apenas...